20 de agosto de 2018 admin

Nascido em 22 de agosto de 1943 na cidade de Potosí, Bolívia, Walter Maria Córdova Guzman é um daqueles profissionais que não reconhece fronteiras quando o amor a profissão fala mais alto.

O seu sonho pela medicina começou no país onde nasceu, mas foi no Brasil em que ele encontrou espaço e força para se realizar.

Através de um Acordo de Cooperação Educativa Bolívia-Brasil, convênio que permitia estudantes destes dois países realizarem intercâmbio, Dr. Córdova foi um desses jovens que aproveitou a oportunidade de vir para o Brasil. Tudo ocorria bem, se não fosse um probleminha: a data de sua chegada. No dia 31 de março de 1964, os militares destituíam o presidente João Goulart por meio de um golpe de estado e assumiam o comando do país. Tal acontecimento afetou diretamente a prestação de serviços públicos, a incluir, claro, o Ministério de Relações Exteriores.

“Quando cheguei ao Rio de Janeiro para apresentar meus documentos no Itamaraty, descobri que todos órgãos públicos estavam fechados” conta Dr. Córdova. “ O país estava um verdadeiro caos”.

Apesar do cenário conturbado, Dr. Córdova finalmente conseguiu se matricular na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Contudo, enfrentou algumas dificuldades no idioma, fazendo-o recorrer novamente ao Ministério das Relações Exteriores. Foi quando a oportunidade de estudar no Espírito Santo apareceu.

“A UFES era bem recente, naquela época”, conta o médico, “Como ela possuía poucos estrangeiros, isso facilitou minha transferência para lá”.

Ele formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo em 1969. Ali iniciava-se um relacionamento sério e comprometido, que duraria mais de 40 anos.

O cirurgião-geral sempre se dedicou à urgência e emergência. É por isso que, ao enumerar algumas conquistas presenciadas em seu tempo de COOPERCIGES, ressalta o impacto da cooperativa na qualidade do atendimento e nas condições de trabalho.

“Antes da fundação da cooperativa, as cirurgias aconteciam em vários hospitais do estado, isso complicava na hora de padronizar o atendimento, organizar os plantões. Com o surgimento da COOPERCIGES, isso mudou”. E continua: “Acredito que a centralização no [hospital] São Lucas, colaborou com a qualidade do atendimento à população”

Sobre salários ele nos conta uma situação inusitada:

“Existiam três médicos de urgências: federais, estaduais e municipais. Todos fazendo a mesma coisa, mas com salários diferentes. Isso criou uma situação constrangedora na época. Com o surgimento da cooperativa, isso começou a se resolver”.

Para o cirurgião que completa mês que vem 75 anos, é da juventude que vem o novo ciclo da COOPERCIGES.

“Acredito que o meu [ciclo] fechou. Agora é vez dessa garotada, cheia de energia, dar continuidade ao que foi realizado”.

Nós, da COOPERCIGES, agradecemos ao Dr. Córdova pelos serviços prestados a sociedade e pela sua contribuição durante todos esses anos como cooperado.